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Investigadores portugueses testam novas estratégias antivirais que podem bloquear o vírus da gripe antes da infeção

Posted on 6 de Novembro, 2025

Descobertas do Centro de Investigação Biomédica da Católica podem abrir caminho para novos antivirais que complementam as vacinas

Uma equipa de investigadores do Centro de Investigação Biomédica (CBR) da Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa está a estudar uma nova estratégia antiviral capaz de bloquear a replicação do vírus da gripe antes de este infetar as células. “Se a metodologia que estamos a desenvolver funcionar para o vírus da gripe, é possível que funcione também para outros vírus”, afirma Maria João Amorim, investigadora e vice-diretora do Centro de Investigação Biomédica.

A equipa liderada pela investigadora Maria João Amorim descobriu que o vírus que causa a gripe A – influenza A (VIA ou IAV) – utiliza compartimentos celulares específicos, designados inclusões virais, para montar o seu genoma composto por oito segmentos de ácido ribonucleico (ARN) por um processo seletivo, envolvendo interações inter-segmento RNA-RNA, e de elevadíssima complexidade que, até à data, não é inteiramente claro.

O grupo deu um passo em frente a desvendar este processo ao descobrir que estes compartimentos têm propriedades semelhantes às dos líquidos. Tais propriedades permitem que as moléculas se movam livremente e, desta forma, cada parte do genoma pode encontrar os seus outros 7 interatores – um processo essencial para que o vírus se torne infecioso. A partir desta descoberta, os investigadores identificaram que dissolver ou endurecer estes condensados pode impedir a replicação viral.

“Os antivirais que venham a ser desenvolvidos poderão proteger pessoas não vacinadas, reduzir a gravidade da doença em infetados e controlar a propagação de vírus respiratórios e emergentes, reforçando a resposta da saúde pública perante futuros surtos,” explica a também docente da Faculdade de Medicina da Universidade Católica.

Numa altura em que decorre a vacinação contra a gripe – Portugal foi o terceiro país da União Europeia com a maior cobertura de vacinação contra a gripe no último inverno, atingindo uma taxa de 71%, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) – os antivirais podem representar uma segunda linha de defesa indispensável: protegem quem não está vacinado, reduzem a gravidade da infeção em pessoas que desenvolvem doença grave e ajudam a controlar a propagação de vírus que evoluem rapidamente ou que escapam à imunidade conferida pela vacinação.

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