Como nos preparamos para morrer e que papel pode a consciência desempenhar nesse processo? Yesche Regel, professor e praticante de meditação budista, responde a estas questões no âmbito do 15.º Simpósio “Aquém e Além do Cérebro”, promovido pela Fundação Bial.
No workshop que irá dinamizar no dia 10 de abril, o investigador apresenta a perspetiva do budismo tibetano sobre a morte, no qual a consciência é entendida como um fluxo contínuo, não dependente exclusivamente do corpo físico. Esta visão é desenvolvida nas chamadas “Bardo teachings”, que descrevem os estados intermédios entre a vida e a morte e têm sido amplamente estudadas e praticadas ao longo de séculos.
Para além do enquadramento teórico, a sessão terá uma dimensão prática, explorando técnicas de meditação, treino da atenção e estratégias de apoio espiritual e emocional a pessoas em fim de vida, incluindo em contextos de doença terminal.
A proposta desafia modelos que associam a mente de forma restrita ao funcionamento cerebral, abrindo espaço a uma reflexão sobre como diferentes tradições podem contribuir para o cuidado no fim de vida.
Com uma ligação a centros de meditação budista na Europa desde 1978, Yesche Regel tem desenvolvido trabalho na interseção entre prática contemplativa e saúde, colaborando com profissionais em contextos hospitalares, nomeadamente em oncologia e cuidados paliativos.
O 15º Simpósio tem formato exclusivamente presencial.
Consulte o programa completo aqui.


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